INFOGRÁFICOS
COMPATIBILIDADE COM O QUADRO INTERAMERICANO
(Análise tripartida)
COMPATIBILIDADE COM O QUADRO INTERAMERICANO
(Análise tripartida)
Em trinta anos de democracia, o Paraguai demonstrou um desenvolvimento regulatório constantemente crescente em termos de liberdade de expressão. Na Constituição nacional de 1992, aprovada no início desta era democrática, vários artigos são dedicados a garantir a liberdade de expressão, em todas as suas formas. Nos últimos anos, e paralelamente ao aumento da conectividade à Internet, devido à ampla utilização das redes sociais e ao desenvolvimento tecnológico no país, a gestão legislativa tem-se orientado para o aumento da regulação da Internet, dos seus intermediários e dos seus conteúdos. Em alguns casos, estes esforços legislativos permaneceram em projetos de lei e, em outros, foram traduzidos em leis vigentes na República do Paraguai. Esta tarefa legislativa exige o fortalecimento da perspectiva dos direitos humanos ao abordar as diversas situações que o uso da Internet e das plataformas tecnológicas exige, para não ameaçar o pleno exercício da liberdade de expressão. Ainda existe uma falta significativa de conhecimento da perspectiva dos direitos humanos necessária ao legislar sobre políticas de utilização da Internet e regulação de intermediários, a fim de, ao mesmo tempo, garantir direitos básicos como a liberdade de expressão. Esta falta de conhecimento não afecta apenas aqueles que realizam a tarefa legislativa, mas também os cidadãos que devem controlar esta tarefa. Isto fica evidente na elaboração de projetos de lei que, buscando proteger determinados direitos, colocam em risco outros direitos igualmente importantes. Paralelamente à gestão legislativa, o país se expande tecnologicamente. 30% da população tem alguma forma de ligação à Internet e, ao mesmo tempo, é evidente uma grave desconexão entre as políticas nacionais de telecomunicações (com atrasos na regulamentação e na aplicação de políticas de Internet sem uma perspectiva de direitos humanos) e os planos das empresas privadas de conectividade . O artigo procura expor este processo legislativo e o seu impacto no exercício cidadão da liberdade de expressão na Internet, o que revela tendências e desafios para os cidadãos e para a democracia nos próximos anos.
